Todos os posts de Dan Arrows

Creator of Samurai Boy, an award winning webcomic, Dan is a long time comics and manga lover with a ten-year-long experience in making comics for advertising and education besides the few books he’s drawn. Teacher of visual arts in some of the most prestigious universities in Brazil. Master in Visual Arts – Cinema, at the University of Minas Gerais (UFMG), specialized in film adaptation from comics and a bachelor in Advertising. Besides comic books, Dan loves samurais, romance, cartoons and videogames. And comic books.

Algumas reflexões sobre o mercado brasileiro de quadrinhos

Em março de 2019, fui convidado para conceder uma entrevista sobre o mercado brasileiro de quadrinhos. Por motivos que desconheço, a entrevista não chegou a ver a luz do dia, mas acho que as informações aqui contidas podem ter alguma utilidade para artistas de todos os níveis, mas especialmente os iniciantes. Então, eu decidi publicá-la. Seguem os meus dois centavos sobre o nosso atual cenário.

– Como você avalia o momento das HQs no país?

Este é, de longe, o melhor momento dos quadrinhos no Brasil. Tanto em relação ao consumo quanto, o que é mais impressionante, em relação à produção de HQs nacionais. Nunca se leu tanta HQ como hoje em dia. E, embora a maior parte do consumo ainda seja de quadrinhos considerados ‘mainstream‘ – mangás, super-heróis da Marvel e da DC, além da Turma da Mônica – a produção brasileira está no seu auge.

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Meus votos de casamento

Juntos a gente consegue tudo, né linda? Até ser elegante no clichê. Por exemplo, o de parafrasear letras de músicas. Se eu disser que ninguém sabe, mas você tem um sorriso secreto, que só eu conheço, isso é tão verdade que deixa de ser lugar-comum. Uma das maravilhas de conviver com você é saber que isso de rotina não existe: não tem um dia como o outro. Não tem dia clichê. Essa jornada não é só uma aventura, é um show de rock. A Rock Show.

E aí, quando fico pensando sobre amor e sobre como as pessoas definem esse sentimento desde o início dos tempos, eu sinceramente não consigo, nunca consegui, compreender sentido naquilo. Nesse amor das novelas, dos filmes e dos contos.

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Alynna [PRÉVIA]

Após sofrer um grave acidente na infância, Alynna Galic adquire poderes psíquicos: através do toque, ela consegue ter acesso à memória das pessoas. Atuando como jornalista investigativa, Alynna usa seu intelecto e suas habilidades para corrigir injustiças, sem saber que um peixe grande está prestes a cruzar seu caminho.

Com roteiro de L. L. Menini (autora de Teoria do Amor e criadora do site Literama) A HQ em estilo mangá está em fase final de produção e será lançada na CCXP 2019.

Alynna - p. 1 art by Dan Arrows Alynna - p. 2 art by Dan Arrows

 

Ficha técnica

ROTEIRO: L. L. Menini
Arte: Dan Arrows
REVISÃO ORTOGRÁFICA: Laís Lima
PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO: Add Art Studio

Trocadilhos DB

Qual é a operadora de celular de um Sayajin? Qual o anime favorito da Pablo Vittar? Qual era o lema dos três mosqueteiros de Namekusei? O que é um pontinho azul em Namekuzei? Qual personagem fuma um cigarrinho do capeta? E qual personagem é adorado pelos garçons? As respostas para todas estas perguntas (e muitas outras!) estão nesta divertida paródia de humor, com trocadilhos super engraçados dos personagens do universo Dragon Ball em situações totalmente inusitadas.

Escrito por Wendel Bezerra (dublador do Goku) e ilustrado por Dan Arrows (criador do Samurai Boy), o livro foi lançado na CCXP2018 e fez grande sucesso entre os fãs.

Trocadilhos DB - p.7 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.11 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.19 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.24 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.28 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.26 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.21 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.30 - arte by Dan Arrows Trocadilhos DB - p.31 - arte by Dan Arrows

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HQ Moleque: A Casa da Bruxa

HQ inspirada no seriado Chaves, lançada na CCXP 2017.

p.7 - Moleque: A Casa da Bruxa, by Marcos Pena & Dan Arrows

Ao ver o garoto andando descalço, Soneca resolve dar um par de botas de presente para ele. Mas, para isso, o menino precisa ir até a vila onde o vendedor mora. E é nessa vila que Moleque conhece Fran, a espevitada filha de Soneca, a Dona Flora, além da atenciosa e disciplinada vizinha e um simpático carteiro.p.13 - Moleque: A Casa da Bruxa, by Marcos Pena & Dan Arrows

Moleque, Fran e Fred são agora amigos e vizinhos na vila. Mas uma moradora está prestes a revelar um grande segredo, colocando em perigo a vida das crianças e dos adultos.

p.26 - Moleque: A Casa da Bruxa, by Marcos Pena & Dan Arrows

O desafio agora é superar os próprios medos, diante de uma ameaça crescente dentro da vila onde moram: o surgimento de uma poderosa bruxa, capaz de enfeitiçar todos os moradores do local.

p.38 - Moleque: A Casa da Bruxa, by Marcos Pena & Dan Arrows CAPA - Moleque: A Casa da Bruxa, by Marcos Pena & Dan Arrows

Inspirado no seriado ChavesMoleque: A Casa da Bruxa transporta os personagens da nossa infância para o Brasil, passando-se em uma vila de Belo Horizonte.

Paralelo entre os personagens de Chave e do Moleque

Moleque é um menino de rua de dez anos que vive atrás de comida e é sempre ridicularizado pelo jovem Fred. Um dia Moleque conhece Soneca, um velho vendedor de churros.

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Um Sonho Careca

Livro infanto-juvenil, escrito pela Dra. Raquel Vilela e ilustrado por mim em estilo mangá. A história é inspirada na Lorena, estrela do Careca TV.

A margarida Lorena conhece sua amiga, a Águia norte-americanaLorena é uma margarida que, surpreendentemente, floresceu em uma floresta tropical. Ela é amada pelos amigos da floresta: outras flores, plantas e animais que vem de muito longe para ouvir suas histórias.

Ao ser acometida pelo “vento forte do sul”, Lorena começa a perder suas pétalas . Ela precisa reencontrar a força para buscar seus sonhos e vencer este terrível mal.
Lorena arruma suas pétalas observando seu reflexo em ua gota de orvalho
A margarida Lorena conta suas histórias para seus amigos na floresta
Acometida pelo "vento forte do sul", a margarida Lorena começa a perder suas pétalas

Embora o câncer e a finitude da vida sejam temas tão duros, as palavras da Dra. Raquel colocaram leveza neste assunto tão complexo. A história é uma narrativa de superação, com uma mensagem positiva de perseverança e sobre a importância de seguir em frente e valorizar aqueles que amamos.

O livro foi lançado em 2016. Toda a renda proveniente das vendas é revertida para a família da Lorena, que ainda precisa arcar com sua recuperação, e também em recursos para o tratamento de câncer infantil em hospitais de Jaú-SP, Baurú-SP e ao Hospital da Baleia.

A verdadeira Lorena venceu o seu “vento forte do sul” e está viva e bem. Na verdade, cada dia melhor. Ela continua a brilhar e a inspirar a todos nós.

Como pedi minha namorada em casamento

Eu sempre disse que, se um dia fosse pedir a Laís em casamento, só haveria uma pessoa para ouvir o pedido: ela.

Contudo, acabei preparando uma ocasião de cinema (literalmente), com plateia e tudo.

No último dia 24 de Julho, um domingo friozinho de inverno (mas, ainda assim, com um solzinho agradável), convidei minha namorada para ir ao cinema. O que ela não imaginava é que o filme seria sobre nós (palavras dela).

Ao final do trailer acima, teve início o filme que rodará até o fim de nossas vidas.  Continue lendo Como pedi minha namorada em casamento

O que há de ruim em Batman Vs. Superman [contém spoilers!]

Antes mesmo de dar “bom dia” para a minha amada, já acordei no último dia 24 de março dizendo: “É hoje que vamos assistir ao Batman Vs Superman“! Faziam exatos 31 anos, 9 meses e 15 dias que eu esperava por um momento como esse: o dia em que veria, na mesma tela gigante, os meus dois super-heróis favoritos de todos os tempos. Meus e de uma galera: gerações que, desde o final da década de 30, tem motivos de sobra para sonhar com os deuses que caminham entre nós. Aqueles que foram responsáveis pela gênese de tudo o que amamos hoje em relação ao universo dos quadrinhos. Afinal, mesmo quem nunca leu uma página sequer sabe muito bem quem são Batman e Super-Homem (isso mesmo! Super-HOMEM, porque eu comecei a ler HQ no início da década de 90).

Apesar de ter assistido a alguns trailers (quem me conhece sabe que prefiro evitar isso sempre que possível mas, em tempos de internet, nem sempre rola), consegui chegar ao cinema com uma certa inocência. Eu não estava contaminado pelos trailers ou pelas críticas (positivas ou negativas) precedentes, nem pelos comentários de quem havia assistido na pré-estreia. Na bagagem da cachola, apenas as memórias de anos de HQ e o meu sentimento infante de quem acorda na manhã de natal e está prestes a receber o seu aguardado presente. Sim, a expectativa – mais até do que a ansiedade – era enorme.

Vamos aos fatos: esse filme começou em 2013, com o final do Homem de Aço do Zack Snyder. Embora o primeiro reboot pós-Novos 52 do Super no cinema não tenha sido uma unanimidade foi, sem sombra de dúvidas, um excelente filme. Tem suas falhas, é verdade, mas não suficientes para reduzir seu brilhantismo. Ali, um novo universo Kryptoniano nos foi apresentado; e uma mitologia, recontada. O novo Super-Homem era o mais humano em décadas, com poderes muito menos impressionantes do que a apedrejada empreitada de 2005 do Brian Singer (que também tem lá seus méritos, vai). E é exatamente isso, essa nova humanidade, passível de falhas e imperfeições, que dá o tom inicial que propicia que um herói, a priori, ‘apenas’ humano – o Batman – possa enfrentá-lo com alguma condição de fazer frente ao Homem de Aço. A destruição resultante da batalha entre o Super e a trupe do General Zod no primeiro filme pavimentam o terreno para que nasça a desconfiança em relação ao Homem de Aço, o que nos leva ao blockbuster da vez. Voltemos para 24 de março de 2016.

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